quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Onde estão as capivaras?

Há, aproximadamente dois meses, havia às margens do rio Pinheiros, no mínimo cem capivaras, distribuídas, em um trecho que vai da estação CPTM da Granja Julieta até a estação Jurubatuba.
De repente, sumiram.
Onde estão? Será que mataram-nas? Ou morreram por alimentarem-se de plantas, ou beberem água, contaminadas do rio.
Eu gostava de ve-las, assim como gosto de ver as garças, compondo a paisagem.
Hoje, restam as garças, que conseguem sobreviver alimentando-se do que conseguem no rio, provavelmente, com alto teor de contaminação. Ou não. Senão, morreriam. Será que já adquiriram imunidade?
Por um tempo, pareceu que o rio estava transformando-se em um rio amigável, do qual o homem poderia se aproximar, até adentrá-lo e usufruir de suas águas.
Na verdade é o contrário, parecia que o homem estava tornando-se, realmente, racional, permitindo que o rio tomasse o seu rumo natural, chegando a abraçar os animais, como as garças e as capivaras e, quem sabe, outros animais que aí aparecessem.
Os seres humanos tem a péssima mania de achar que os animais não raciocinam, apenas eles.
Quanta besteira.
Os animais não falam a língua dos homens, ou os homens não falam a língua dos animais, mas pensam e muito.
É só observar.
Um dos meus cachorros, saiu de casa, mais uma vez, no dia 22 p.p.; das outras vezes, saíamos correndo atrás dele e o trazíamos. Na penúltima vez, nem se percebeu quando ele saíu. Senti sua falta, quando cheguei do trabalho.
Demos uma busca geral pelas imediações e, nada. Muita gente foi informada e recebíamos notícias de que havia um em tal lugar, um, com as mesmas características, outro, havia sido atropelado, e por aí afora.
Um dia, voltando da igreja, senti que batiam na minha cintura, olhei, achando ser uma criança, que às vezes fazem isso, pensando que estão segurando a mãe. Mas, quem era? O Scooby, que veio, não sei de onde e pulava na minha cintura.
Dessa vez, ele saíu enquanto o portão automático da garagem era acionado e, por mais que tentassem, ele sumiu de vista. Quando cheguei e fui informada, saí e dei uma busca, também, sem sucesso.
À noite, o Sheldon e o Floppy, começaram a latir e a arranhar a porta. Eu desconfiei, fui até o portão e, lá estava o Scooby, querendo entrar e, quando eu o abri e, passou, feito um raio, indo para o fundo da casa, para não levar bronca. No dia seguinte, ainda não brincava comigo, só hoje, atreveu-se a pular em mim, logo cedo.
As pessoas, de imediato, já teriam uma desculpa, na ponta da língua, nem levavam em consideração o erro cometido, a não ser as crianças.
Os animais são sinceros, como as crianças, enquanto estas não são contaminadas pelos comportamentos dos adultos.
Enfim, estou feliz porque o meu cachorro voltou, não porque me faz companhia, mas, porque gosto dele e ele gosta de mim, assim como o Sheldon e o Floppy.
Agora, voltando, sinto falta das capivaras às margens do rio Pinheiros.
Será que voltarão?

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