Em uma noite destas, acompanhando o Jornal da Cultura, apresentado pela Cristina Poli, ouvi o comentário de um dos profissionais, convidados pelo programa, que deixou-me intrigada. Não me lembro, agora, se era médico ou outro profissional da saúde, também, pouco importa, pelo seu comentário simplista.
Bem, esse profissional disse que não entendia a interferência da igreja no processo político e também não entendia porque os candidatos deixaram-se influenciar e acabaram discutindo sobre o assunto, que para ele não tinha relevância para o Brasil, para ser discutido em um debate eleitoral.
O que me preocupou, realmente, foi quando ele disse nada haver de mal na prática do aborto, até os três meses de gestação, pois, segundo ele, até este momento, o embrião não tem cérebro e, como considera-se morto um indivíduo quando o seu cérebro para de funcionar, o embrião nessa idade é um ser sem vida!!??
Então, eu pergunto, quantas crianças nascem sem cérebro, ao final de uma gestação normal? Eu, em toda minha vida, soube de raríssimos casos.
O que este "profissional" não parou para pensar é que se os pais dele pensassem assim, quando ele era um embrião de três meses, certamente hoje, não teríamos que ouvir tamanha asneira.
Que Deus tenha piedade de você "sumidade".